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Sunday, 13 December 2020

Aipo (Apium Graveolens)

O Aipo (Apium graveolens) também conhecido por salsão é uma planta aromática comestível da família das Apiáceas ou Umbelíferas, tal como outras hortaliças como as cenouras.


Começou por ser cultivado na região mediterrânica do norte de África e sul da Europa há 3 mil anos, no entanto, era oferecido como se fosse uma flor e usado também como coroa de folhas pelos atletas, tal como o louro. Homero, poeta grego, escreveu sobre as propriedades do aipo na sua obra Odisseia. Era também usado como planta medicinal, principalmente as sementes, para males como constipações, retenção de líquidos ou artrite. Já os Romanos usavam como forma de tempero.


Os registos da primeira utilização na culinária datam de 1623, em França, onde foi usado apenas como aromatizante, à semelhança do que faziam os romanos. O grande desenvolvimento e consumo do aipo foi feito pelos italianos também no século XVII. Foram eles que conseguiram tirar o sabor amargo do aipo através da forma como o plantavam.


Na páscoa judaica a raiz do salsão é usada na preparação do sêder e consumida com água salgada como Carpás,o fruto da terra.



Descrição

Há várias cultivares de aipo que podem ser classificadas como: cultivares tradicionais, cultivares de branqueamento natural ou auto branqueados, cultivares americanas ou verdes, e cultivares de folhas.

Cultivares tradicionais têm hastes das folhas verde esbranquiçadas, rosadas ou avermelhadas, e normalmente sofrem um processo de branqueamento para adquirirem um sabor mais doce e um aroma característico. 


Cultivares de branqueamento natural são próprias para um plantio com alta densidade de plantas, de forma que a própria folhagem realiza o sombreamento e assim o branqueamento parcial das hastes das folhas. Estas cultivares geralmente têm hastes verde-claras ou creme amareladas. 


Cultivares americanas ou verdes tem hastes que são consumidas sem que se realize o branqueamento. 

As cultivares de folhas são mais apropriados para a produção de folhas que são usadas como condimento, mas suas hastes, que são mais finas, também podem ser utilizadas como verdura. As cultivares tradicionais são consideradas as de melhor sabor, mas exigem mais trabalho do horticultor em seu cultivo.



Cultivo


O aipo é uma planta resistente que em geral não requer muitos cuidados especiais. Gosta de sol mas se viver em zonas mais quentes, é preferível que seja exposta à meia sombra para evitar que as folhas ressequem com o calor excessivo. Visto que o aipo gosta de solos húmidos, faça uma rega regular em especial nos dias de mais calor mas tenha o cuidado de não encharcar o solo. Além de nutrir a terra na altura da plantação, é importante fazer uma nova adubação cerca de seis semanas depois.


Cresce melhor cultivado em clima ameno, com temperaturas entre 15°C e 21°C. Algumas cultivares suportam geadas leves, mas baixas temperaturas podem induzir a planta a florescer precocemente.


Solo

O aipo gosta de solos arenoargilosos, profundos, húmidos, ricos em matéria orgânica, pouco ácidos, bem-drenados e com um pH entre 6.0 e 7.0. Solos de textura muito pesada dificultam o desenvolvimento do sistema radicular da planta. Desenvolve-se melhor se for plantado em sulcos.


Sementeira

As sementes de aipo ou salsão podem precisar de um longo tempo para germinar, 2 a 3 semanas ou mais. Deixar as sementes na água por um dia pode apressar a germinação. As sementes não devem ser cobertas com muita terra, pois a germinação não ocorre se não houver luz suficiente. O ideal é deixar as sementes na superfície do solo úmido ou sob uma fina camada de terra peneirada.


Se quiser semear em estufa, a melhor altura é entre Janeiro-Fevereiro. Se for em local definitivo, entre Março-Abril. Se quiser transplantar, deve faze-lo cerca de dois meses depois da sementeira.

O espaçamento recomendado é geralmente de 20 a 25 cm entre as plantas de cultivares de branqueamento natural, e de 35 a 40 cm entre as plantas dos outros tipos de cultivares. O aipo ou salsão pode ser cultivado em vasos grandes, com pelo menos 30 cm de profundidade.


Pragas

As principais pragas que atacam a cultura do aipo são o ácaro, minador das folhas e o pulgão. Os pulgões são os mais problemáticos, pois, além de causarem um dano direto à planta, são também transmissores do vírus do mosaico do aipo. Relativamente às doenças destaca-se a Septoriose do aipo (Septoria apii) também conhecida como requeima e que pode fazer muitos estragos nas folhas. Inicialmente, desenvolve-se como pequenas manchas castanhas nas folhas exteriores mais velhas. Estas manchas, rapidamente transforma-se em castanho-escuro ou preto e várias manchas podem juntar-se para formarem uma mancha maior. Uma das causas mais comuns para aparecer este fungo, são as condições meteorológicas críticas. Noites frescas de nevoeiro ou de orvalho pesado, dias húmidos e sem sol, chuvas de verão e de outono são alguns exemplos.


Consociação

O aipo dá-se bem com o alho-francês, o tomate, a couve-flor, as couves, o feijão e a alface. 

É antagónico da batata e do milho.


Colheita

O aipo pode ser colhido inteiro ou podem ser colhidas apenas as folhas necessárias, aproximadamente 4 meses após a plantação, as plantas estarão no ponto de colheita, sendo então cortadas no disco de raízes 3 a 5cm abaixo do colo, de modo a manter os pecíolos presos. O corte deve ser feito nas horas de temperaturas mais amenas do dia, e a manipulação em ambiente fresco e húmido, para que a planta não comece a murchar.


Tratos culturais

Nas cultivares em que é realizado o branqueamento ou estiolamento, este pode ser feito embrulhando frouxamente cada planta em um cilindro de papel escuro e espesso (ou outro material opaco), de aproximadamente 23 cm de altura (para plantas de aproximadamente 30 cm de altura), amarrados com barbante ou elástico, deixando a extremidade das hastes e os limbos das folhas expostos.


Outra possibilidade é amontoar e amarrar as folhas frouxamente com barbante ou elástico, aproximadamente a 2/3 da altura da planta. Terra é então amontoada em torno das plantas, deixando apenas a extremidade das hastes e os limbos das folhas expostos.


O branqueamento é realizado cerca de duas semanas antes da colheita. Não são todas as pessoas que fazem branqueamento em cultivares tradicionais. Algumas pessoas apreciam o sabor natural dos aipos cultivados em suas hortas domésticas.


Nas cultivares de branqueamento natural, quando as plantas atingem cerca de 20 cm de altura, uma espessa camada de palha solta pode ser espalhada em torno das plantas para ajudar no branqueamento..


Nutrição

O aipo é rico em vitaminas A, B, C, E, K, além de potássio, sódio, fósforo e cálcio. É depurativo graças aos minerais que contém. O potássio previne a retenção de líquidos e elimina toxinas. A fibra do aipo também ajuda a ter uma boa digestão e equilibra o trato gastrointestinal. Como tem muito pouco teor calórico e alto teor de água, é incluído em algumas dietas de emagrecimento. Por outro lado, uma das propriedades do aipo é que contém antioxidantes e propriedades anti-inflamatórias que ajudam a reduzir inflamações. 


Utilização

O aipo pode e deve ser integralmente consumido, todas as partes vegetativas são comestíveis: a raiz, o caule e as folhas. Os seus talos tenros são boa fonte de vitamina A e potássio e as folhas podem substituir a salsa, conferindo um sabor muito aromático em caldos de carne ou peixe. A raiz do salsão é utilizada na confecção de sopas e caldos, o caule em saladas e sumos e as folhas como condimento parecido com a salsa.


Uma das vantagens do aipo é que pode ser consumido cru, cozido ou no vapor ao ser um dos alimentos que não perde os nutrientes nem propriedades uma vez cozinhado. As folhas de aipo podem ser desidratadas e são usadas como uma fonte do óleo essencial de aipo


o aipo é considerado um alimento importante para a perda de peso já que possui alto teor de fibras e baixa caloria, contribuindo assim para a sensação de saciedade também. Possui propriedades diuréticas e é útil na remoção de toxinas do rim, ajudando a evitar problemas relacionados a este órgão (prevenindo a formação de pedras no rim, por exemplo). O aipo contribui para o bom funcionamento digestivo e pode ajudar ainda a aliviar os gases intestinais. É também bastante utilizado em casos de controle do ácido úrico. 

Os antioxidantes e compostos do aipo podem ajudar a combater alguns tipos de câncer através da remoção de radicais livres no organismo. As suas propriedades anti-inflamatórias, podem ajudar por exemplo, a diminuir dores nas articulações, infecções pulmonares e até acne. Como fonte de vitamina A, o aipo pode ajudar ainda a proteger os olhos e prevenir a degeneração relacionada à idade. Como aliado da saúde cardiovascular: o aipo é composto também por ftalidas que, além de ajudarem a reduzir o colesterol, diminuem a pressão sanguínea, fornecendo suporte cardiovascular saudável. Fortalece ainda o sistema imunológico; baixa a tensão arterial alta; tem um efeito calmante; evita a perda de memória; e previne a celulite.



Receitas

Sopa de aipo com alho francês e coentros

1 Cebola grande

1 Chuchu

400g Alho-francês

4 Talos de aipo

1 Curgete pequena com casca

1 Raminho de coentros

Sal, Azeite e Coentros picados qb


Descasque a cebola e o chuchu. Corte o alho-francês, os quatro talos de aipo (cerca de 425 g), a curgete pequena com casca (cerca de 180g) e coloque numa panela. Adicione um raminho de coentros (cerca de 25 g) e cubra os legumes com água. Tempere com sal e leve ao lume. Deixe cozer. Antes de triturar a sopa, junte azeite a gosto. Depois dos legumes triturados, deixe levantar fervura e retire do lume. Sirva a sopa com coentros ou rodelas de alho-francês. Sirva a sopa com croutons de pão e coentros picados para um toque final crocante e aromatizado.


Salada de Aipo, Maçã e Iogurte

Aipo 50g

Iogurte natural 4 colheres sopa

Maçã 30g

Avelãs 1 colher sopa

Flor de Sal qb


Corte o aipo em fatias finas e a maçã mesmo com a casca em cubos. Misture com o iogurte e envolva bem, colocando também as avelãs trituradas. Tempere com umas gotas de azeite e flor de sal. 


8 Muffins salgados de cenoura e aipo

260 g de cenoura

1 talo de aipo sem folhas (65 g)

2 colheres de sopa de linhaça

150 g de farinha de trigo integral

100 ml de óleo de girassol

125 ml de cerveja preta (se não tiver cerveja preta, pode substituir-se pela água de cozedura da cenoura)

1 colher de chá de pó de caril

1 colher de chá de fermento

Sal e Pimenta qb


Cozer a cenoura em água com sal. Desfazer em puré (podem deixar-se alguns bocadinhos de cenoura para dar textura). Moer a linhaça no moinho de café até ficar em pó. Colocá-la numa taça de vidro e juntar três colheres de água. Misturar bem. Juntar o óleo e a cerveja. Picar o aipo em cubinhos pequenos. Juntar o aipo picado e o puré de cenoura à mistura anterior. Finalmente, acrescentar a farinha e o fermento e bater bem com uma colher de pau. Temperar com o caril, sal e pimenta. Colocar a mistura em formas de mini-muffin e levar a cozer a 180º durante 18 minutos.


Maionese de aipo

2 ovos

1 dente de alho grande ou dois pequenos

Caldo de 1 limão

1 colher de chá rasa de sal

½ colher de chá de Cury

½ colher de chá de açúcar

2 rodelas não muito finas de cebola

4 folhas de aipo com os talos finos

Óleo até dar o ponto bem firme


Coloque todos os ingredientes no copo do liquidificador e ligue no máximo. Vá despejando lentamente o óleo até engrossar. Pare de bater acerte o paladar, corrigir sal se necessário, mais limão caso seja a sua preferência. Ligue novamente para firmar mais o ponto da maionese acrescentando mais óleo ao poucos e mexendo com o auxilio de um pão duro (colher).




Fontes:

https://pt.wikihow.com/Cultivar-Aipo

https://hortas.info/como-plantar-aipo

https://www.dicasdemulher.com.br/aipo/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Apium_graveolens

https://www.hortasbiologicas.pt/aipo-cultivo.html

https://pt.petitchef.com/receitas/outro/maionese-de-aipo-fid-236194

https://www.intermarchealmada.pt/receitas/salada-aipo-maca-e-iogurte

https://www.pingodoce.pt/escola-de-cozinha/ingredientes/aipo-primo-da-salsa/

https://lifestyle.sapo.pt/sabores/receitas/sopa-de-aipo-com-alho-frances-e-coentros

https://pt.petitchef.com/receitas/entrada/muffins-salgados-de-cenoura-e-aipo-fid-1517226

https://www.bonduelle.pt/blogue/artigo/beneficios-do-aipo-descubra-5-beneficios-para-saude/980/980



Friday, 4 December 2020

Aloe Vera [Barbadensis]

Aloe [Barbadensis] Vera, também conhecida por babosa no Brazil, é uma espécie de planta suculenta do gênero Aloe, originária do Sul de África e de utilização milenar.


Conhecida entre os egípcios como a planta da imortalidade, a Aloe vera é uma das plantas medicinais mais procuradas e que mais facilmente pode ser incluída na nossa rotina diária. Segundo reza a história, diz-se que já Cleópatra utilizava o gel extraído desta planta para se proteger dos intensos raios de sol do Antigo Egipto, protegendo assim a sua beleza e juventude. Segundo alguns historiadores, Aristóteles terá persuadido Alexandre Magno a conquistar a ilha de Socotorá, ao largo da costa leste africana, por aí abundarem as aloes em quantidade suficiente para poder tratar os ferimentos dos seus soldados. Afirma-se aliás que, na Segunda Guerra Mundial, alguns sobreviventes às explosões atómicas de Hiroshima e Nagasáqui, utilizaram o aloés no tratamento das queimaduras provocadas pela radiação.


Descrição

Aloe vera é uma planta com caule curto ou longo, que cresce de 0,6 m até 2 metros de altura, multiplicando-se por brotamento. As folhas são grossas e carnosas, de cor verde a cinza-esverdeado, com algumas variedades mostrando manchas brancas nas superfícies superior e inferior das folhas. A borda da folha é serrilhada e tem pequenos dentes ou espinhos. As flores são produzidas no verão em uma espiga de até 1 m de altura, cada flor sendo pendente, de cor amarela e formato tubuloso de 2-3 cm de comprimento. Como outras espécies do gênero, Aloe vera forma micorriza arbuscular, uma simbiose com um fungo, que permite à planta um maior acesso a nutrientes minerais no solo


Cultivo

Cresce selvagem em climas tropicais ao redor do mundo e é cultivada para usos agrícolas e medicinais. Também é usada para fins decorativos e cresce com sucesso dentro de casa como uma planta em vaso.


Aloe vera é amplamente cultivada como ornamental, sendo popular entre os jardineiros modernos como uma planta medicinal e por suas flores, forma e suculência interessantes. Esta suculência permite que as espécies que a possuam sobrevivam bem em áreas com pouca chuva, tornando-se ideais para jardins com baixa utilização de água. A espécie é de zona de rusticidade 8–11, e é intolerante à geada e neve pesadas. Ela é relativamente resistente à maioria das pragas de insetos, embora ácaros, insetos e pulgões possam causar um declínio na saúde das plantas.


Em vaso, a espécie requer um solo bem drenado e arenoso e condições luminosas e ensolaradas. Suas folhas podem queimar sob muito sol ou murchar quando o vaso não drena a água. Recomenda-se o uso de uma mistura de propagação comercial de boa qualidade ou de "mistura de cactos e suculentas" embalados, pois permitem uma boa drenagem. Vasos de terracota são ideais por serem porosos. Plantas envasadas devem ser regadas só quando a terra estiver seca. Quando colocada em vaso, pode ficar com muitos "brotos" que crescem dos lados da "planta-mãe". As plantas nesta condição devem ser divididas em vários vasos, para maior crescimento e ajudar a prevenir infestações de pragas. Durante o inverno, Aloe vera pode ficar "adormecida", durante o qual é necessária pouca umidade/rega. Nas áreas que recebem geada ou neve, a espécie é melhor mantida em ambientes fechados ou protegidas.


Nutrição

As suas folhas consistem em 95% de água e em 5% de componentes activos. É antioxidante, antibacteriana, cicatrizante, depurativa e tonificante. Das folhas suculentas desta planta é possível extrair duas substâncias principais que é necessário saber distinguir: o azebre/seiva/latex e o gel.


A primeira, obtém-se incisando a superfície das folhas de onde jorra uma seiva viscosa de cor amarelada e de sabor amargo. Esta substância contém cerca 20% de aloína, uma antraquinona que, embora possa provocar alergia em alguns casos, em quantidades adequadas, pode facilitar a digestão e actuar como laxante ou até como purgante. A dose máxima não deverá, no entanto, exceder as 500mg/dia. Por outro lado, esta substância (azebre) não deve ser utilizada por mulheres grávidas ou durante o período menstrual, nem é recomendável para quem sofra de hemorróidas, pelo facto de poder provocar o seu sangramento. Geralmente, é aconselhável retirar esta parte, existem para tal várias formas, desde pendurar as folhas ou colocá-las em água, como se demonstra no vídeo mais abaixo.


A outra substância, a mais utilizada e que se extrai da polpa das folhas carnudas do aloés é o gel. Da sua composição fazem parte, entre outras, enzimas, minerais, aminoácidos, vitaminas do complexo B, polissacarídeos, bem como uma substância chamada Acemanana que se pensa estimular as defesas imunológicas, estando a ser levados a cabo estudos sobre a acção desta em certas doenças como o cancro. Contém ainda fortes antioxidantes, fundamentais para garantir o correto funcionamento do nosso organismo. Estes pertencem a uma família de substâncias conhecidas por “Polifenóis”, particularmente úteis no combate a infecções. Sendo utilizada em casos de úlceras gastroduodenais e inflamações das mucosas do aparelho digestivo.


Mais comprovadas são, no entanto, as propriedades cicatrizantes e regeneradoras deste gel:

Retarda o envelhecimento da pele, previne as rugas e estrias, melhora a elasticidade da pele, combate as irritações e as dermatites, estimulando e fortalecendo as fibras de colagénio e elastina, sendo  extremamente útil para a redução da vermelhidão da pele e para assegurar uma maior hidratação das células cutâneas. A sua utilização diária hidrata e suaviza a pele, atuando como um excelente regenerador celular.


Graças à sua elevada penetração na pele é um potente cicatrizante, curando queimaduras graças às suas propriedades anti-inflamatórias que desinflamam as zonas afetadas. Para além de ter um efeito refrescante, elimina ainda as células mortas da pele e favorece a saúde dos tecidos protegendo-a dos danos provocados pelos radicais livres. Além disso, é anti-inflamatório, ou seja, pode utilizar-se como gel de massagem para mitigar desconforto muscular.


É ainda utilizada no cuidado do cabelo e das unhas assim como no  tratamento de aftas e na redução

da placa bacteriana.


Utilização


Para aceder ao gel contido na planta, só tem de cortar um pedaço pequeno da folha e retirar-lhe a pele e os espinhos laterais. Aí poderá encontrar um tecido gelatinoso e transparente. É bastante aconselhável retirar uma espécie de óleo amarelo (aloína) que pode ser irritante para a pele.


Esta gelatina pode ser aplicada diretamente sobre a pele, ou na zona a tratar, por exemplo sobre uma queimadura ou ferida já fechada, fornecendo múltiplos compostos nutritivos à pele. A sensação que temos é de frescura e leveza. Este método faz com que as suas propriedades não se percam e os seus múltiplos compostos nutricionais atuem melhor sobre o tecido.


O mais recomendável é cortar uma folha completa, uma das mais externas da planta, e guardar no frigorífico a parte que não for utilizar imediatamente. Também pode preparar um sumo com o resto no liquidificador para criar uma pasta homogênea e, então, guardar no congelador em cuvetes de gelo.


Partilhamos alguns videos que demonstram este processo e diferentes usos:


  



Receitas

Esfoliante para o Couro Cabeludo

1 colher (sopa) de açúcar mascavo

2 colheres (sopa) de gel de babosa


Misture bem os ingredientes em um recipiente.  Divida os cabelos em duas partes e aplique o creme em todo o couro cabeludo com movimentos circulares e suaves.  Coloque uma touca e deixe agir por 10 minutos. Lave os fios como de costume e deixe secar naturalmente.


Condicionador de Aloe Vera e Óleo de Coco

3 colheres de sopa de babosa

3 colheres de sopa de óleo de coco


Aquecer em banho maria, até que o óleo esteja derretido. Misture os ingredientes. Use um processador de alimentos ou o liquidificador para misturar bem. Aplique nos cabelos úmidos, e deixe descansar por 15 minutos antes de enxaguar.


Máscara para Pele Oleosa e com Acne

1 colher (sopa) de argila

1 colher (sopa) de babosa (gel liquido)

3 gotas de óleo essencial de Tea Tree


Misture bem os ingredientes e passe na pele já limpa. Deixe agir até secar e enxágue com água fria.


Máscara para Peles Secas e Maduras

1 colher (sopa) de argila

1 colher (sopa) de babosa (gel líquido)

3 gotas de óleo essencial de lavanda

1 colher (café) de óleo de rosa mosqueta


Misture bem os ingredientes e passe na pele já limpa. Deixe agir até secar e enxágue com água fria.


Bebida Antioxidante Excelente para Pele

Sumo de 3 laranjas

2 cenouras

1 colher (sopa) de linhaça

50ml polpa (gel) da aloe vera sem casca


Bata todos os ingredientes no liquidificador e sirva em seguida.



Fontes:

https://www.salamongallery.com/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Aloe_vera

https://centradaemsi.pt/beneficios-da-aloe-vera-na-pele/

https://belezaesaude.com/receitas-babosa-pele-cabelos/

https://www.celeiro.pt/cuide-de-si/temas-de-saude/aloe-vera

https://www.lidl.pt/cien/rituais-de-beleza-cien/os-beneficios-da-aloe-vera-para-a-pele

https://foreveryoung.sapo.pt/toda-a-verdade-sobre-a-aloe-vera-conheca-os-seus-beneficios-e-propriedades-unicas/