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Sunday, 7 February 2021

Segurelha (Satureja Montana)


A segurelha-das-montanhas, segurelha-de-inverno ou satureja-das-Montanhas (Satureja montana) Winter Savory em Inglês, é uma planta aromática semipersistente da família Lamiaceae, nativa da Europa Meridional, do Mar Negro e do Mar Mediterrâneo. Os Romanos acreditavam que a segurelha lhes dava força e pensa-se que o nome Satureja se deva a Plínio e terá origem em Satiro, que na mitologia grega era um animal metade homem, metade bode, que pastaria em campos ricos em segurelha, sendo invadido com um abundante apetite sexual, tendo por isso fama de ser afrodisíaca. Conta-se que na idade média as instituições religiosas não cultivavam segurelha para que os irmãos (e irmãs) não manifestassem pensamentos e atitudes impuras!


Não se deve confundir com outras espécies, como a segurelha-da-horta ou segurelha-de-Verão (Satureja hortensis), que é uma planta anual, silvestre em Portugal e a Satureja spicigera, de porte rasteiro e consistência mais herbácea, ambas com interesse culinário, mas com características distintas.

Descrição

É um arbusto perene que pode chegar aos 70 cm de altura, com folhas lanceoladas e floração de julho a outubro. Suas flores são hermafroditas, tubulares, brancas rosadas formando cachos.


Cultivo

Prefere solos arenosos ou argilosos bem drenados e adapta-se a solos pobres em nutrientes. Tolera o pH ácido, neutro e alcalino e pode crescer em solos muito alcalinos, embora cresçam melhor com um pH do solo na faixa de 6,7 a 7,3. Prefere ambientes húmidos ou secos, com uma boa exposição solar. Estas plantas necessitam de alta luminosidade e devem receber luz solar direta ao menos por 5 horas diariamente. A segurelha cresce melhor com temperaturas na faixa de 7°C a 26°C. O espaçamento entre as plantas pode ser de 45 cm.


Irrigue com frequência para que o solo seja mantido levemente úmido quando as plantas são jovens. Quando estão bem desenvolvidas, pode-se deixar o solo secar superficialmente entre uma rega e outra, desde que a temperatura não esteja muito alta.


Esta planta atrai insetos úteis para o equilíbrio do ecossistema. Suas flores atraem abelhas e são uma boa fonte de alimento para elas. 



Pode ser propagada por sementes, por divisão de plantas ou por estaquia. As sementes podem ser semeadas diretamente no local definitivo da horta de Março a Abril, ou em sementeiras, pequenos vasos ou copinhos feitos de papel jornal, fazendo o transplante das mudas em 4 a 7 semanas após a germinação. As sementes são pequenas e devem ser semeadas na superfície do solo, podendo ser cobertas com uma leve camada de terra peneirada ou de serragem fina. A germinação das sementes geralmente leva de uma a três semanas, mas pode ser demorada e levar mais tempo. Para propagar a segurelha-da-montanha por estaquia, corte ramos e remova as folhas deixando apenas as mais próximas da extremidade do ramo. Plante em vasos com terra mantida húmida até o enraizamento. 


A colheita das folhas pode começar quando a planta estiver bem desenvolvida (com aproximadamente dois meses). A segurelha pode ser utilizada fresca ou seca. Colha folhas ou ramos frescos quando necessário. Colha os ramos para secagem quando a planta estiver começando a florescer, pois é neste momento que suas folhas apresentam o maior teor de óleos essenciais.


A segurelha-da-montanha é uma planta perene, porém deve ser dividida e replantada a cada 3 ou 4 anos.



Nutrição

A Segurelha é rica em vitamina A, cálcio, potássio, ferro, zinco, cobre e selênio e tem nos seus constituintes Óleo volátil (essencial) - carvacrol, cineol, cimeno, terpenos, timol, nitrofenol; taninos 4 a 8,5 %. De ação anti-viral, bem como anti-fúngica e anti-inflamatória, é possível dizer que essa é uma planta ideal para fortalecer a imunidade, afinal, ajuda a prevenir que diversas doenças prejudiquem o organismo. Tem ainda propriedades antisépticas, anti-diarreicas, adstringentes, afrodisíacas, analgésicas, aromáticas, digestivas, estimulantes, tônicas, antiespasmódicas, cicatrizantes, digestivas, estomáquicas, carminativas, expectorantes e aperientes.


Utilização

A Segurelha é usada tanto na Culinária como Fitoterapia [uso medicinal das plantas] por mais de 2000 anos. É uma das ervas de Provence, e tem um gosto picante, que incorpora traços de pinho e salva, valendo-lhe o epíteto de erva-pimenta. É ideal para quem busca uma alternativa ao sal, pois suas folhas possuem um aroma forte que condimenta a comida. Frequentemente utilizada em infusões, molhos,  aromatização de azeite ou vinagre, assim como em pratos de carne e peixe, legumes, feijão, pizzas, sopas, saladas, sendo óptima combinação com todas as leguminosas. 


Por ser um excelente digestivo, previne problemas intestinais, diarreia, cólicas, indisposições, gastroenterites agudas e sobretudo a flatulência, inerente ao consumo de todos os grãos. 


É muito utilizada para combater inflamações das vias orais (aftas, estomatites, candida albicans e dor de garganta) e respiratórias, como sejam as pulmonares e bronquites, assim como inflamações cutâneas (vaginites, feridas, picadas de insectos e queimaduras). Diz-se que um raminho da planta, esfregado em picadas de abelha ou vespa, traz alívio instantâneo, por outro lado, colocado entre a roupa afasta as traças.


O seu óleo essencial é fortemente antibacteriano e forma um ingrediente em loções para o couro cabeludo em casos de calvície incipiente. Uma pomada feita a partir da planta é usada externamente para aliviar problemas articulares.


Contra indicações

Embora a maior parte dos resultados da nossa pesquisa não reconheça quaisquer contra indicações ao seu uso, uma minoria adverte que não deve ser ingerida durante a gravidez e que o óleo essencial pode ser algo tóxico, pela elevada presença de carvacrol e não deve por isso, ser aplicado em crianças com menos de 6 anos.



Para mais informações, em inglês visitem a nossa página irmã Wildcraftings ou façam download do Winter Savory Guide pela Herb Society of America.


 

Receitas

Infusão de segurelha

Colocar 1 colher (de chá) de segurelha em uma xícara de água fervente e deixar macerar por 10 minutos. Depois coar e beber 3 vezes por dia.

Sopa de cenoura, feijão-verde e segurelha

  • Azeite

  • 1 cebola grande

  • 2 dentes de alho

  • 1 batata média

  • 6 cenouras médias

  • 1 mão cheia de feijão verde

  • Ramos de segurelha

  • Sal

Numa panela de fundo pesado aqueça um bom fio de azeite. Junte uma cebola picada grosseiramente e deixe suar. 

Depois junte 2 dentes de alho picados, a batata em cubos e as cenouras em rodelas. Envolva bem e adicione água a tapar os legumes. Tempere com sal e deixe cozinhar destapado até a cenoura e a batata estarem tenrinhas. Se necessário, junte mais água. 

Enquanto isso, arranje o feijão-verde, tirando as pontas, e o fio. Depois corte em diagonais de 1-2cm e reserve. 

Quando os legumes estiverem cozidos, triture com a varinha mágica até ficar um creme bem aveludado. 

Junte o feijão-verde e 3 ramos de segurelha e deixe cozer mais uns 10 minutos, mexendo de vez em quando para não pegar. Ponha mais um ramo de segurelha fresca e um fio de azeite cru.


Batatas Assadas com Segurelha

  • 5 batatas médias

  • 1/3 chávena de manteiga

  • Sal e pimenta moída na hora

  • 1 colher de sopa de segurelha fresca picada

Corte as batatas em fatias grossas. Derreta a manteiga e junte os outros ingredientes. Passe as batatas nessa mistura, coloque em uma assadeira. Leve ao forno a 180° C, regando de vez em quando com a manteiga.


Filés de frango ao molho de segurelha

  • 6 filés de frango pequenos

  • 1 xícara de cebola ralada

  • 2 colheres (chá) de óleo

  • 1 colher (sopa) de segurelha desidratada

  • 1 xícara de vinho branco seco

  • 3 colheres (chá) de molho de soja (shoyu)

  • 1 pote de iogurte natural

  • 1 pitada de sal e pimenta-do-reino a gosto


Numa frigideira, doure a cebola no óleo. Junte o sal e a pimenta, mexa e reserve. Coloque os filés numa assadeira e cubra-os com a cebola refogada, metade da segurelha e o vinho. Asse em forno preaquecido (220ºC) por 40 minutos, regando com o próprio molho até dourar. Retire os filés do forno e reserve.

Acrescente meia xícara de água na assadeira e leve ao fogo para ferver até o molho desgrudar do fundo da assadeira. Passe para uma panela, junte o molho de soja e a outra metade da segurelha. Deixe ferver e apague o fogo. Junte o iogurte e mexa rapidamente. Sirva o molho sobre os filés. Melhor se acompanhados por arroz ou purê de batatas.



Fontes:

https://www.tuasaude.com/segurelha/

https://receitas.folha.com.br/receita/843

https://hortas.info/como-plantar-segurelha

https://www.coisasdaroca.com/especiarias/segurelha.html

https://www.receitasemenus.net/batatas-assadas-com-segurelha/

http://cantinhodasaromaticas.blogspot.com/2010/12/segurelha.html

https://www.casadepenalva.com/pt/shop/ervas-aromaticas/segurelha/

https://www.cantinhodasaromaticas.pt/produto/segurelha-satureja-montana-3/

https://wildcraftings.wordpress.com/2015/12/30/winter-savory-satureja-montana/

https://www.aromaticasvivas.com/pt/produtos-ervas-aromaticas-cortadas-segurelha

https://www.herbsociety.org/file_download/inline/01ceb540-a740-4aa5-98e7-0c40b1f36c21




Friday, 22 January 2021

Alecrim (Salvia Rosmarinus)

O Alecrim, Salvia Rosmarinus desde 2017 ou mais conhecido por Rosmarinus officinalis, é uma erva aromática comum na região do Mediterrâneo. Devido ao seu aroma característico, os romanos designavam-no como Ros Marinus, que em latim significa "orvalho do mar".

Como qualquer outro nome vernáculo, o alecrim é por vezes confundido com outras espécies, nomeadamente o rosmaninho (Lavandula stoechas) termo usado sobretudo no centro e sul de Portugal, que corresponde à alfazema, noutras regiões. Mas é o alecrim que tem precisamente o étimo rosmarinus, sendo que se tratam de espécies distintas.


A primeira menção ao alecrim é encontrada em tábuas de pedra cuneiformes em 5000 AC. Depois disso, não se sabe muito, exceto que os egípcios o usaram nos seus rituais de enterro. Não há mais menção ao alecrim até que os antigos gregos e romanos o incluíram em alguns dos livros de ervas mais influentes da história. Depois disso, chegou às Américas com os primeiros colonizadores europeus no início do século XVII e logo se espalhou para a América do Sul e distribuição global.


Existem várias lendas sobre esta planta notável, uma dessas histórias conta que, durante a fuga para o Egito, a Virgem Maria lavou o seu manto azul e pendurou-o num arbusto de alecrim para secar, então o arbusto mudou suas flores brancas para azuis em sua homenagem. 


É comum dizer que floresce em lares onde a mulher é dominante e não nos jardins dos ímpios.

Em casamentos, costuma-se oferecer ramos de alecrim aos recém-casados para lhes dar sorte por ser símbolo de amor, lealdade e fidelidade. É ainda símbolo de lembrança pelas suas propriedades que melhoram a memória, a mais crucial das funções neurais. Durante o período medieval, os moradores locais colocaram galhos de alecrim no chão para combater doenças como a “peste negra”. É símbolo de lembrança, amor, lealdade, fidelidade, como escreveu Shakespeare:

“There’s rosemary, that’s for remembrance; pray you, love, remember . . . ” in Hamlet.



Descrição

O Alecrim é um arbusto perene com altura média de 1,2m, muito ramificado, sempre verde, com hastes lenhosas, folhas pequenas e finas, opostas, lanceoladas. A parte inferior das folhas é de cor verde-acinzentada, enquanto a superior é verde brilhante. As flores reúnem-se em espiguilhas terminais e são de cor azul ou esbranquiçada. O fruto é um aquênio. Floresce quase todo o ano e não necessita de cuidados especiais nos jardins. Toda a planta exala um aroma forte e agradável. 


Cultivo

É considerada fácil de cultivar para jardineiros principiantes, tendo uma boa tolerância a pragas e seca. Deve receber luz solar direta por algumas horas diariamente. O solo deve ser bem drenado e leve, preferencialmente calcário. Habita em matos secos e bosques esclerófilos, em rochedos costeiros e dunas fixas.


Pode ser propagado a partir de uma planta já existente, através do corte de um ramo novo com cerca de 10–15 cm, retirando algumas folhas da base e plantando directamente no solo. Deve ser plantado, preferencialmente, na primavera ou no verão o ideal é por meio de mudas, mas pode ser plantado através de sementes neste caso a planta demora bastante tempo para se desenvolver, deve se irrigar a planta levemente apenas quando o solo estiver seco a mais de 2 cm de profundidade. O alecrim é facilmente podado em diferentes formas e pode viver até aos 30 anos. Ajuda a afastar traças do repolho, besouros do feijão e moscas da cenoura.


A sua flor é muito apreciada pelas abelhas produzindo assim um mel de extrema qualidade. Há quem plante alecrim perto de apiários, para influenciar o sabor do mel. Floresce um pouco todo o ano, mas sobretudo de Janeiro a Maio. 



Nutrição

O Alecrim é rico em ferro, cálcio, magnésio e potássio, Vitamina C, vitamina B6, Vitamina A e fibras. Como se vê abaixo, 100 g de produto seria capaz de exceder em muito a dose diária recomendada: 

Calorias: 335 kcal; Carboidratos: 64,06 g dos quais 42,6 g de fibras; Gordura: 15,22 g; Proteína: 4,88 g; Micronutrientes: Retinol: 156 μg; Tiamina: 0,514 mg; Riboflavina: 0,428 mg; Niacina: 1,00 mg; Vitamina B6: 1,740 mg; Vitamina C: 61,2 mg; Cálcio: 1280 mg; Ferro: 29,25 mg; Magnésio: 220 mg; Fósforo: 70 mg; Potássio: 955 mg; Sódio: 50 mg; Zinco: 3,23 mg.


É analgésico, antidepressivo, adstringente, carminativo, digestivo, diurético, hepático, hipertensivo, calmante, sudorífico, desinfectante, emenagogo e aromático. Auxilia nas dores de cabeça, infecções intestinais e diarreias. No sistema respiratório é eficaz contra a asma, sinusite e tosse convulsa. É ainda relaxante muscular, ativador da memória e fortalece os músculos do coração.


Utilização

É uma erva multifacetada e utilizada para fins culinários, medicinais, cosméticos e religiosos.

Para fins religiosos, em templos e igrejas, o alecrim é queimado como incenso desde a antiguidade. Na Igreja Ortodoxa grega, o seu óleo é utilizado até aos nossos dias, para unção. Nos cultos de religiões afro, como umbanda e candomblé, é utilizado em banhos e como incenso.


Na culinária, fresco (preferencialmente) ou seco, é apreciado na preparação de aves, caça, carne de porco, salsichas, linguiças e batatas assadas. Na Itália é utilizado em assados de carneiro, cabrito e vitela. Em churrascos, recomenda-se espalhar um bom punhado sobre as brasas do carvão aceso, perfumando a carne e difundindo um agradável odor no ambiente. Pode ser utilizado ainda em sopas e molhos. O alecrim é também usado em pães e tortas salgadas. A focaccia, por exemplo, é um pão tradicional italiano que é coberto com alecrim e azeite.


Na medicina popular, o alecrim é recomendado como um estimulante às pessoas atacadas de debilidade sendo empregado também para combater as febres intermitentes e a febre tifóide, problemas com enxaqueca, distonia vegetativa vascular, aterosclerose, doenças do aparelho urinário, doenças do fígado e da vesícula biliar, efeitos colaterais de AVC, peristaltismo alterado…


O alecrim é considerado um imunoestimulante já há muito tempo. Já há séculos que antepassados utilizavam o alecrim, como diziam, “para fortalecer o corpo e a mente”. E hoje em dia, com um declínio de qualidade de vida praticamente trazendo de volta problemas de saúde antes erradicados, esse efeito preventivo do alecrim é certamente muito bem vindo. Outro uso antigo feito por antepassados para o alecrim, como diziam, “era para lhes desenvolver inteligência”. E as pesquisas científicas têm atestado que, de fato, o alecrim estimula nosso cérebro, ativando a circulação e memorando assim a funções cognitivas e a memória. Estudos mostram que o alecrim pode estimular a memória, concentração e raciocínio. Ainda são necessárias mais pesquisas para identificar o mecanismo de atuação, mas alguns cientistas dizem que ramos de alecrim deveriam ser pendurados em oficinas e áreas onde crianças fazem tarefas escolares para um melhor funcionamento da memória. Pesquisas apontam ainda, que o alecrim possui ácido carnósico, substância que ajuda o organismo a evitar e reverter danos no cérebro, melhorando o sistema neurológico como um todo.



O alecrim é rico em antioxidantes, possui atividade anti inflamatória e neutraliza os radicais livres, evitando danos para o corpo. Em suma, pode ajudar a evitar o envelhecimento precoce da pele e o crescimento de células cancerígenas. Os óleos extraídos das folhas são usados em banhos para melhorar a circulação do sangue e combater o reumatismo, atuando também sobre o sistema nervoso. O alecrim estimula a produção de células vermelhas e melhora o fluxo sanguíneo no corpo, e dessa forma ajuda a levar oxigênio a todas as células do corpo. Possui ainda grande quantidade de hesperidina, um bioflavonóide com efeitos antinociceptivos comprovados contra gota. 


O alecrim pode melhorar o sistema digestivo como um todo, principalmente a evitar azia, gases, constipação, diarréia e falta de apetite. Além disso, pode melhorar a digestão pois na sua composição possui nutrientes com ação diurética, no qual minimiza a retenção de líquidos e estimula a desintoxicação do corpo, facilitando a sua realização pelo fígado e rins. Nesse processo é eliminado patógenos, sais, toxinas e excesso de gordura, mas para que isso ocorra é necessário um consumo adequado de água. Pesquisas apontam ainda que o alecrim tem propriedades antibacterianas, importante fator contra infecções bacterianas no estômago, que podem levar a úlceras.


Além disso o alecrim tem ação expectorante, sendo um excelente aliado contra gripes e tosses, Também pessoas que sofram de amigdalite, asma, bronquite, laringite, pneumonia e outras infecções ou problemas nas vias respiratórias podem recorrer ao Alecrim para seu alívio.


Outra propriedade do alecrim é ser analgésico, podendo ser utilizado em óleo ou pasta para dores externas. Já para as dores internas, como a dor de cabeça, é indicado o consumo em forma de tempero ou chá.


Por possuir atividade antibacteriana e um agradável cheiro, pode auxiliar no hálito, podendo para tal fazer gargarejo com água quente e algumas folhas de alecrim. Como também é analgésico, pode ajudar com a dor de dentes.


É ainda bastante usado na produção da água-de-colônia, pois contém tanino, óleo essencial, pineno, cânfora e outros princípios ativos que lhe conferem propriedades excitantes, tônicas e estimulantes.  A sua essência possui propriedades fungicidas e bactericidas, sendo também utilizada em perfumaria e útil para tratar problemas de cabelo, rivalizando e impedindo a queda. 


O alecrim é usado também na aromaterapia para reduzir o stress e a ansiedade juntamente com o óleo de lavanda, pois ele ajuda a reduzir a pressão arterial e a controlar os batimentos cardíacos, ajudando a trazer uma sensação de tranquilidade. É usado ainda como purificador do ar, da água e repelente de insectos


Moído em combinação com Tussilago farfara [unha de cavalo] é usado como substituto do tabaco.



Contra Indicações

O consumo excessivo do alecrim, especialmente na forma de óleo concentrado, pode trazer problemas como náuseas, vômitos, irritação nos rins, sangramento no útero, vermelhidão na pele, aumento da sensibilidade ao sol e reações alérgicas. Além disso, o seu uso como medicamento é contraindicado para mulheres grávidas e que estejam amamentando, para pessoas com histórico de convulsões e com dificuldades para coagular o sangue ou que usem medicamentos como aspirina. No caso de pessoas com epilepsia, o alecrim deve ser usado com precaução, pois alguns estudos indicam que o óleo essencial, que também está presente no chá, pode desencadear crises epiléticas. A maioria dos médicos recomenda fortemente não dar alecrim para o tratamento e nutrição das crianças, pelo menos até os 5 anos. Pessoas com um distúrbio do ritmo cardíaco devem prestar atenção ao uso deste remédio medicinal pois tem a capacidade de aumentar significativamente a contração do músculo cardíaco, o que pode ser extremamente perigoso. Como tudo, o Alecrim deve ser usado na dosagem adequada para cada caso. Isso porque, do mesmo modo que pode beneficiar, com uma dosagem inadequada pode inverter o efeito negativamente. Por exemplo, seu uso em hipotensão é vantajoso, mas o excesso pode desenvolver pressão alta muito rapidamente.



Receitas

Foccacia de Alecrim e Cebola

  • 500 g de farinha de trigo

  • 200 ml de leite morno

  • 1 colher (sopa) de açúcar

  • 1 colher (chá) de sal

  • 1 colher (sopa) de fermento biológico seco (10 g)

  • 2 ovos médios

  • 1/2 xícara (chá) de azeite sendo 1/4 para massa e 1/4 para regar a foccacia

  • 1 cebola média cortada em rodelas finas

  • alecrim fresco a gosto


Junte o fermento com o leite e deixe descansar por 5 minutos. Numa vasilha, misture a farinha, o açúcar e o sal. Junte o fermento com o leite, os ovos e a metade do azeite na farinha e amasse bem até desgrudar da vasilha. Continue sovando em cima de uma superfície lisa, por uns 2 minutos. Unte um forma grande com azeite e enfarinhe. Abra a massa com as mãos mesmo, deixando irregular. Coloque na forma como se fosse uma pizza, puxando para as laterais da forma, até encostar. Espalhe a cebola e o alecrim por cima e deixe descansar até triplicar de volume (se estiver um dia frio, ligue o forno por uns dois ou três minutos e apague, coloque a foccacia para crescer dentro). Quando estiver triplicado, regue com a outra metade do azeite por cima. Leve ao forno preaquecido e deixe assar por 30 minutos em forno a 200° C.


Ratatouille

  • 2 abobrinhas

  • 2 berinjelas

  • 2 cebolas

  • 3 tomates

  • 1 pimentão verde

  • 1 pimentão amarelo

  • 1 pimentão vermelho

  • azeite a gosto

  • alecrim a gosto

  • manjericão a gosto

  • alho a gosto

  • sal a gosto

  • louro a gosto

  • molho de tomate para cobrir o fundo da forma


Corte os vegetais em rodelas finas sem as sementes. Cubra o fundo de uma forma com o molho de tomate. 

Monte tudo intercalando com os vegetais. Amasse o alho e espalhe por cima acrescentando o sal e o alecrim a gosto. Regue com um pouco de azeite e cubra com papel-manteiga ou alumínio. Leve ao forno por 40 minutos a uma temperatura de 180° C a 200° C.


Farofa de pao simples

  • 1 e 1/2 colher (sopa) de azeite

  • 2 colheres (sopa) de bacon

  • 1 cebola 

  • 1 dente de alho

  • 1 cenoura

  • azeitonas verdes a gosto

  • sal a gosto

  • 4 pães franceses amanhecidos

  • 1/2 colher (chá) de tomilho

  • 1/2 colher (chá) de orégano seco

  • 1/2 colher (chá) de alecrim seco

  • 2 colheres (sopa) de cheiro-verde


Aqueça o azeite e frite o bacon. Adicione a cebola, o alho, a cenoura e as azeitonas. Tempere com sal e mexa bem. Rale 4 pães franceses amanhecidos e adicione à panela. Acrescente os temperos: tomilho, orégano seco, alecrim seco e cheiro-verde.


Óleo de alecrim

Pegue uma planta de alecrim e coloque-a em um recipiente. Em seguida, preencha o recipiente até a borda com azeite. Terá que deixá-lo assim por um mês inteiro e ir agitando. O recipiente deverá ficar  num local escuro e seco. Logo após esse tempo, coe o óleo e está pronto a usar quer para tempero ou massagens.


Chá de Alecrim Para problemas digestivos e inflamação da garganta

Colocar 4 g de folhas numa xícara de água a ferver e deixar repousar por 10 minutos. Depois coar e beber 3 xícaras por dia, após as refeições;


Banho de Alecrim para reumatismo

Colocar 50 g de Alecrim num litro de água, deixar ferver, desligar, tapar, deixar repousar por 30 minutos e coar. Depois utilizar esta água durante o banho.





Fontes:

https://www.tuasaude.com/alecrim/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Alecrim

https://www.cm-mafra.pt/pages/976

https://www.hortaemcasa.info/alecrim/

https://en.wikipedia.org/wiki/Rosemary

https://gulbenkian.pt/jardim/garden-flora/alecrim/

https://www.tudogostoso.com.br/receita/135302-ratatouille.html

https://www.tudogostoso.com.br/receita/301617-farofa-de-pao-simples.html

https://www.tudogostoso.com.br/receita/190493-foccacia-levissima-de-alecrim-e-cebola.html

https://www.mundoboaforma.com.br/10-beneficios-do-alecrim-para-que-serve-e-propriedades/

https://www.mundoecologia.com.br/plantas/curiosidades-do-alecrim-e-fatos-interessantes-sobre-a-planta/

https://www.motherearthnews.com/organic-gardening/growing-rosemary-for-remembrance-zmaz81sozkin










Friday, 8 January 2021

Morugem [Stellaria Media]

Morugem [Stellaria Media] também conhecida como erva-estrela, morugem-branca, morugem-verdadeira, esparguta, erva-pontiaguda, erva dos passarinhos, erva-canária, erva-moleira, olho-de-toupeira, orelha-de-toupeira, morugem vulgar ou merugem. Da família das Cariofiláceas, o seu nome científico – Stellaria media – deve-se ao facto de as suas pequeninas flores brancas se assemelharem a estrelas. Estas flores eram utilizadas para fazer previsões meteorológicas pois em dias de inverno bonitos abrem por volta das nove da manhã e só fecham à noite.

A morugem era conhecida dos antigos gregos, tendo sido recomendada por Dioscórides para tratar problemas de inflamações da visão. Em Inglaterra onde é conhecida por chickweed ou birdweed (erva das galinhas ou dos pássaros), é considerada a planta mais tenrinha, entre todas as plantas silvestres comestíveis. Na Idade Média era muito apreciada e vendida nas ruas de Londres como planta gourmet mas também para tratar crianças desnutridas. É considerada uma erva daninha nos campos de cultivo e jardins da Europa, onde é muito comum, durante todo o ano. Terá tido origem no sul da Europa.


Descrição

É uma planta vivaz que se apresenta na forma de pequenos tufos rastejantes ou ascendentes com nós bem definidos, apresentando uma fiada de pêlos longitudinal que alterna em cada nó, seguindo sempre na mesma direcção em cada entrenó (por vezes, mas raramente, apresentam-se glabros, ou lisos). Folhas glabras (sedosas e sem pelos), inteiras e opostas. Flores em forma de estrela, pequenas, solitárias ou geminadas, formam corimbos que se bifurcam na extremidade dos caules floríferos. As pétalas e as sépalas (cinco cada) têm, grosso modo, o mesmo tamanho. As sépalas têm bordos membranosos e uma forma entre o ovado e o lanceolado. Cada pétala parece, à primeira vista, duas, já que são bipartidas, parecendo duas asas brancas de insecto. Por vezes não apresentam pétalas. Cada flor tem exactamente 10 estames. Os frutos têm a forma de cápsulas (entre o ovóide e o oblongo) que ficam pendentes.




Cultivo

Planta anual, rasteira (10 a 40 cm de altura),  pode florescer todo o ano mas sobretudo entre dezembro e abril. Prefere solos húmidos, mas adapta-se a qualquer tipo de solo, cresce na beira dos caminhos, pradarias, terrenos incultos, jardins, entre outros locais. A sua presença indica que o solo é fértil e rico em Azoto.Também ajuda a reter o Nitrogénio. 


As sementes ficam numa cápsula espinhosa e são levadas pelo vento, abrindo quando maduras. Cada planta produz cerca de quinze mil sementes. Depois de caírem na terra, as sementes da Morugem podem aguentar-se mais de quarenta anos sem perder as suas capacidades de germinação em qualquer altura do ano, mesmo durante o inverno.


Nutrição

Rica em saponinas, mucilagens, sais minerais, como cobre e ferro, cálcio, fósforo, magnésio e zinco e vitaminas A e C.



Utilização

Aparentemente insignificante, a Morugem é uma planta com grande valor nutritivo e nível de proteção, com propriedades que minimizam diversas maleitas. De eficácia comprovada, é possível ser encontrada um pouco por toda a parte e pode consumir-se interna ou externamente, em forma de tintura (extrato alcoólico), compressas, vinagres, sopas ou saladas.


No aparelho digestivo, alivia a flatulência, é uma planta de fácil digestão, regula o intestino e pode ser usada como laxativo ou contra a prisão de ventre, colite, acidez, gastrite ou síndrome do cólon irritável. Controla o excesso de calor no fígado e na vesícula.


Sobre o aparelho respiratório tem uma ação calmante e suavizante, expetorante. Pode ser utilizada em casos de asma, tosse, laringite, bronquite e também reduz a febre e a sede. No aparelho urinário, atua como diurético ajuda na eliminação das toxinas, melhora o funcionamento dos rins, limpa a pele, alivia dores artríticas e problemas de obesidade.


Externamente, utiliza-se no tratamento de inflamações da visão e da pele devido à sua ação refrescante e anti-inflamatória Muito útil em lavagens ou compressas em casos de picadas de insetos, queimaduras solares ou outras como, inchaços, furúnculos, eczema e dores reumáticas.


Na culinária é um recurso silvestre altamente nutritivo, que pode ser usado em sopas alternando com urtigas, labaças, acelgas, espinafres, entre outras. Em saladas ou pesto, em substituição do manjericão.


Precauções

Doses excessivas podem causar diarreia e vómitos. Evite durante a gravidez  e o aleitamento.


Receitas

Receita de vinagre de morugem para lavar o rosto ou usar na água do banho

2 chávenas de morugem fresca 

3 chávenas de vinagre.


Triture com a varinha mágica e deixe coar. Este vinagre apresenta uma cor verde-lima que ao fim de alguns dias se transformará numa bonita cor dourada. Guarde no frigorífico e utilize duas a três colheres diluídas em água morna para lavar o rosto – ajuda a restabelecer o pH da sua pele, sobretudo se viver em zonas onde a água é demasiado alcalina.



Ravioli de Morugem

Para a massa:

500g farinha de trigo para massa

250g morrugem

3 ovos

20g azeite

5g sal


Para o recheio:

400g morrugem

300g queijo quark escorrido

200g presunto cozido

50g queijo tipo parmesão ralado

Azeite, sal, pimenta e noz-moscada q.b.


Para o molho:

250g alho-frances

200g leite

100g creme de leite

Manteiga, sal, pimenta e queijo parmesão q.b.


Cozinhar as folhas de morrugem, picar, espremer e processar para obter um purê homogêneo. Misturar os ovos, o sal e o azeite. Misturar aos poucos esse composto na farinha, trabalhando até obter um composto liso. Envolver em filme e repousar na geladeira por 30 minutos.

Colocar as folhas separadas para o recheio, já lavadas, em uma panela com azeite e sal, cozinhando por cinco minutos. Processar com os demais ingredientes. Abrir a massa numa espessura de 3mm e dividir em duas partes iguais. Fazer todo o processo a salvo de qualquer corrente de vento, para evitar o ressecamento da massa. Distribuir o recheio em montinhos a 10cm de distância uns dos outros sobre a primeira folha de massa, dispor sobre eles a folha restante e ajeitar com os dedos de forma que não permaneça ar no interior. Usar um cortador em forma de flor com 6cm de diâmetro.

Fatiar finamente os alhos-poró, salteá-los em um pouco de manteiga, acrescentar sal, pimenta e leite e cozinhar durante 20 minutos. Processar, acrescentar a nata e reduzir.

Cozinhar os tortelli em água fervente salgada por cinco minutos, escorrer e empratar sobre uma porção do molho, acrescentar queijo ralado e servir imediatamente.



Quiche de Morugem

Uma massa de torta de 10 polegadas

3 xícaras de morugem picada

1 xícara cubos de bacon

1/2 xícara de cebola finamente picada

3 ovos grandes

1 1/2 xícaras de creme de leite

1 colher de sopa farinha

1/2 colher de chá de noz-moscada ralada


Preaqueça o forno a 325 graus. Forre um prato de torta de 10 polegadas com crosta e faça uma borda elevada ao redor do aro para evitar que o enchimento transborde durante o cozimento.

Para preparar a morugem, remova todas as folhas, galhos e raízes, reservando apenas as partes mais verdes e mais frondosas. Enxaguar bem em uma peneira e secar com papel toalha. Junte a morugem em uma bola e pique-a com uma faca afiada até reduzir a textura do confete. Meça, depois coloque a morugem em uma tigela grande. Frite o bacon em cubos em uma frigideira até que comece a dourar, depois acrescente a cebola. Cozinhe cerca de 3 minutos ou até a cebola murchar. Usando uma escumadeira, transfira o bacon e as cebolas para a tigela com o morrião. Descarte os pingos da panela. Numa tigela, bata os ovos até a cor de limão e acrescente o creme azedo, a farinha e a noz-moscada. Adicione a mistura de ovos para a morugem, cebola e bacon. Espalhe o recheio uniformemente na casca da torta e bata com firmeza com uma colher. Asse por 45 a 50 minutos ou até que a torta esteja no centro e a parte superior fique dourada.



Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Morugem

http://www.biorede.pt/page.asp?id=2396

https://jb.utad.pt/especie/Stellaria_media

https://www.biodiversity4all.org/taxa/53298-Stellaria-media

https://revistajardins.pt/morugem-planta-combate-obesidade/

https://www.hortasbiologicas.pt/ervas-daninhas-morugem.html

https://www.syngenta.pt/dicotiledoneas-anuais/morugem-branca

https://www.facebook.com/pancmania/posts/1888050721444193/

https://www.facebook.com/pancmania/photos/quiche-de-morugem(stellaria-media)-receita:/2026616647587599/