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Monday, 22 March 2021

Mostarda Branca (Sinapis alba) / Preta (Brassica nigra) / Castanha (Brassica juncea)

A mostarda é uma planta herbácea anual do género Brassica ou Sinapis, é da mesma família do repolho, nabo, brócolo e couve-de-bruxelas, e é originária da região mediterrânica. Em Portugal é espontânea ou subespontânea em quase todo o país. Foi introduzida na Grã-Bretanha e em França pelos romanos e os Portugueses terão introduzido as mostardas no Brasil logo nos princípios do século XVI, possivelmente pelo valor medicinal das suas sementes. Hoje em dia encontra-se difundida por quase todo o mundo por se adaptar bem a diferentes condições ecológicas, dando origem a numerosas variedades que normalmente se distinguem pela cor das sementes.


A mostarda-branca (Sinapis alba) cresce selvagem no Norte de África, Médio Oriente e Europa Mediterrânica, tendo-se expandido para lá destas regiões devido ao longo cultivo. A mostarda-da-índia ou castanha (Brassica juncea), originária dos sopés dos Himalaias, é cultivada comercialmente no Nepal, Reino Unido, Canadá, Dinamarca e Estados Unidos da América. A mostarda-preta (Brassica nigra) é cultivada na Argentina, Chile, Estados Unidos da América e em alguns países da Europa.


Há uma história curiosa referida por alguns autores, tomando como orientação as pequenas dimensões da semente dessa espécie. Assim, segundo Mulherin, em 33 aC. o general persa Darius enviou ao seu rival o grego Alexandre, o Grande, um saco de semnetes de gergelim (Sesamum indicum L.), como indicação do número dos seus soldados e o general grego teria retribuído mandando o mesmo saco mas com sementes de mostarda que são incomparavelmente mais pequenas e por isso para o volume do mesmo saco representavam que o número dos seus soldados ainda era maior.

Descrição

É no geral, uma planta muito ramificada desde a base, folhas pecioladas, flores amarelas, síliquas eretas e encostadas ao eixo não ou pouco torulosas. As três espécies mais cultivadas de mostarda são:


Mostarda-branca (Sinapis alba) por vezes denominada Brassica alba ou Brassica hirta - chamada de mostarda-branca ou mostarda-amarela, é a mostarda cujas sementes são mais usadas na fabricação do condimento mostarda (a mostarda amarela). Suas sementes são amareladas, beges ou castanhas-claras. Suas folhas podem ser consumidas cozidas se colhidas antes da floração, mas seu uso como verdura também não é muito comum. Esta espécie atinge até 1,6 m de altura.


Mostarda Castanha (Brassica juncea) também chamada de mostarda-oriental, mostarda-marrom, mostarda-castanha, mostarda-da-índia ou mostarda-da-china. Há um grande número de subespécies e cultivares desta mostarda, incluindo cultivares de folhas verdes, avermelhadas ou roxas, folhas lisas e crespas, plantas com o caule bastante desenvolvido e plantas que produzem grandes raízes comestíveis. É a mostarda mais utilizada e apreciada como verdura, sendo usadas como alimento suas folhas, flores, sementes, caules e raízes, dependendo da subespécie. Suas sementes também são usadas para fazer o condimento mostarda, mas são principalmente utilizadas para a obtenção de óleo de mostarda ou na preparação de pratos culinários.


Mostarda-preta (Brassica nigra) suas sementes são muito apreciadas em pratos da culinária e são usadas na fabricação do condimento mostarda. Suas sementes são as mais ricas em lipídios e assim também são utilizadas para a obtenção de óleo de mostarda. Suas folhas e brotos podem ser consumidos cozidos, mas seu uso como verdura é incomum. Essa planta pode ultrapassar os 2 m de altura.

Cultivo

A sementeira deve fazer-se de tal forma que os frutos estejam formados durante o período mais quente do ano e as plantas devem ser colhidas antes das síliquas abrirem para evitar grandes perdas de sementes. As plantas completas são secas ao sol e durante este período as síliquas abrem na sua maioria facilitando a recolha da semente. 


A sementeira faz-se no lugar definitivo e pelo outono nos climas temperados, embora também possam ser semeadas em sementeiras e módulos, e transplantadas posteriormente quando as mudas estiverem bem desenvolvidas, tal que possam ser facilmente manuseadas. Na sementeira a lanço, ainda hoje muito usada, emprega-se sempre uma quantidade de desbastes frequentes nas primeiras fases de vida. Como a semente é relativamente pequena, usando a sementeira manual é conveniente misturar a semente antes de aplicada com areia, terra ou cinzas para melhor se poder dispersar a semente. O espaçamento entre as plantas varia muito com a espécie e a cultivar sendo plantadas. Para a mostarda-branca e a mostarda-preta, muitas vezes o espaçamento entre as plantas é negligenciado, estabelecendo-se apenas uma distância de 30 a 40 cm entre as linhas de plantio. Para a mostarda-oriental, um espaçamento de 15 a 35 cm é geralmente usado, dependendo da subespécie e da cultivar. 



A presença de abelhas é essencial para a polinização das flores e a produção de sementes. A floração e a produção de sementes acontece de 2 a 5 meses após o plantio. As vagens da mostarda-oriental podem ser colhidas quando estão completamente secas. Já as vagens da mostarda-preta e da mostarda-branca devem ser colhidas antes de secarem, pois são deiscentes, isto é, as vagens se abrem e liberam as sementes quando estas estão maduras. A colheita das folhas pode geralmente ser iniciada a partir de 40 a 70 dias do plantio, variando com a cultivar e as condições de cultivo.


A mostarda pode tolerar clima quente, mas a produção e a qualidade das sementes pode ser prejudicada se a temperatura for muita alta durante a floração e o crescimento das vagens. O ideal é que a temperatura não ultrapasse os 27°C. A mostarda-oriental, cultivada como verdura, geralmente não suporta bem altas temperaturas. As plantas podem suportar geadas leves. A mostarda cresce melhor com luz solar direta, mas também pode ser cultivada em sombra parcial, especialmente se for cultivada durante o verão ou em regiões mais quentes.


As mostardas são tolerantes quando ao pH do solo, mas crescem melhor com pH acima de 6. Cultive em solo bem drenado, fértil e rico em matéria orgânica. Irrigue de forma a manter o solo sempre úmido, sem que fique encharcado.


Nutrição


A Mostarda é um dos vegetais folhosos mais nutritivos e cultivados pelo mundo, é rica em diversos nutrientes e possui baixíssimo valor calórico [25 kcal para cada 100 gramas de folhas cruas].

A folha da mostarda é uma importante fonte de minerais essenciais (cálcio, ferro, magnésio, manganês, fósforo, potássio, zinco e selênio) e de vitaminas A, B, C, E e K. Esses nutrientes são importantes para a construção da massa óssea, manutenção da saúde dos olhos e da pele e atuam como antioxidantes, protegendo o organismo da ação dos radicais livres e de algumas doenças. Além disso, é rica em flavonoides, indóis, sulforafano, carotenóides, luteína, zeaxantina e glucosinolato, um composto com efeito protetor para o fígado. Os indóis, principalmente di-indol-metano e sulforafano, protegem contra câncer de próstata, mama, cólon e ovário, pois inibem o crescimento de células tumorais, e têm sido objeto de extensa pesquisa científica. Sua alta concentração de fibra dietética ajuda no combate à prisão de ventre e na prevenção de doenças, como o câncer de estômago e cólon. O ácido fólico (vitamina B9) pode ser encontrado também em níveis elevados nas folhas da mostarda. Essa vitamina é importante na síntese de DNA e tem ingestão indicada para mulheres em início de gestação, como método de prevenção da má formação do sistema nervoso do feto. Além disso, a presença de clorofila na mostarda também contribui para eliminar toxinas ambientais da corrente sanguínea, neutralizando os metais pesados, produtos químicos e pesticidas que estão no corpo. 


Assim como as folhas, as sementes também são fonte de nutrientes, possuem cálcio, ferro, magnésio, fósforo, potássio, zinco, manganês, colina, ômega-3, fitoesteróis e fibra. Têm ação anti-inflamatória, melhoram a imunidade, ajudam a reduzir os níveis do colesterol “ruim” e combatem a aterosclerose. Contém altos níveis de selênio, um mineral com ação antioxidante que é essencial para o metabolismo do cérebro e da tireoide. Além disso, a semente de mostarda tem um conteúdo notável de fitonutrientes antioxidantes como o glucosinolato, isotiocianato, curcumina, e isotiocianato de alila (ou AITC, na sigla em inglês), composto que inibe a ação das células cancerígenas e impede que elas se multipliquem.


Utilização

A planta é cultivada principalmente para a obtenção da semente que se usa como especiaria e como medicinal e para a extração de um óleo, podendo também ser consumida como verdura, pelo menos quando jovens, sendo a mostarda-oriental a mais utilizada.


A mostarda ajuda a fortalecer o sistema imune uma vez que contém vitamina A e vitamina E, que ajudam a manter o bom funcionamento das células do organismo, combatem os radicais livres e favorece a resposta do sistema imunológico quando há infecções, tornando o organismo mais protegido.



A folha de mostarda tem a capacidade de melhorar a produção de bile pelo fígado, que usa o colesterol circulante como matéria-prima. Isto ajuda a diminuir o risco de doenças cardíacas. Um estudo publicado na revista Nutrition Research em 2008 mostra que a capacidade de baixar o colesterol melhora significativamente quando a folha é cozida no vapor ou refogada rapidamente.


Combate a osteoporose: Cem gramas de mostarda cozida contém 525% do valor diário recomendado de vitamina K! Ela está diretamente envolvida na mineralização óssea, na coagulação do sangue e ajuda a remover o cálcio patológico, presente em áreas do corpo onde não deveria estar, como nas articulações (causando bursite ou artrite), nos órgãos formando cálculos (rins, vesícula), nos tecidos (nódulos calcificados na mama e dutos salivares), e nos vasos sanguíneos (se depositam nas artérias, endurecendo o sistema circulatório, e reduzem o seu calibre, o que aumenta a chance de um enfarte). Comer folhas de mostarda ajuda a regular o intestino uma vez que contém propriedades digestivas e laxantes, promovendo a saúde do intestino e seu bom funcionamento, além de ajudar no combate à prisão de ventre. É também ótima para ajudar a baixar o colesterol e prevenir doenças degenerativas, por causa do seu alto conteúdo de antioxidantes. 



As sementes, descascadas e moídas, são usadas na medicina popular como revulsivo e rubefaciente em sinapísmos, pedilúvios e cataplasmas. Assim como a folha, a semente de mostarda também apresenta inúmeros benefícios: melhora a digestão porque aumenta a produção de saliva, previne diversos tipos de câncer incluindo estômago e cólon, regula a tireoide (pelo alto teor de selênio), tem ação anti-inflamatória e assim alivia dores articulares e musculares, melhora a imunidade ajudando na prevenção de gripes e resfriados, protege a visão (é fonte de luteína e zeaxantina, dois carotenoides com ação ocular), baixa o colesterol (contém vitamina B3 que combate a aterosclerose), pode ajudar na prisão de ventre (bom teor de fibras e mucilagem que aceleram o trânsito intestinal). As sementes da mostarda são ricas em gorduras boas, como o ômega 3, que ajuda a reduzir os níveis de colesterol ruim, também chamado de LDL, colesterol total e triglicerídeos. Além disso, devido à sua propriedade antioxidante, previne que a gordura fique acumulada dentro dos vasos e favorece a circulação do sangue, diminuindo o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como aterosclerose, infarto ou AVC. Tem ainda qualidades protetoras eméticas, que resisti aos efeitos do veneno no corpo. Uma decocção feita com suas sementes ajuda a limpar o corpo, especialmente se a intoxicação é causada por narcóticos ou consumo excessivo de álcool.


Devido à grande quantidade de vitamina E e A, que possuem efeito antioxidante, a mostarda é capaz de manter a pele mais firme e mais jovem, além de prevenir o envelhecimento precoce, já que atua combatendo a ação dos radicais livres nas células. Além disso, é rica em ômega 9, que aumenta a absorção da vitamina A e E, favorecendo o seu efeito sobre a pele. A mostarda também pode ajudar na cicatrização de feridas porque possui propriedades anti-inflamatórias, ajudando a reduzir os sinais de inflamação no local, como inchaço e dor, o que favorece a cicatrização mais rápida. Além disso, por conter vitamina K, possui ação sobre a coagulação sanguínea, evitando que ocorram sangramentos e acelerando o processo de cicatrização. Além disso, a mostarda possui efeito antimicrobiano, o que ajuda a prevenir a ocorrência de infecções no local da ferida, o que poderia acabar por atrasar a cicatrização. As propriedades antibacterianas das sementes de mostarda têm provado ser eficazes para curar ferimentos provocados por micose. A aplicação tópica de uma pasta de sementes de mostarda sobre a pele limpa (que posteriormente deve ser lavada com água morna) ajuda a aliviar os sintomas associados com a micose. As sementes de mostarda, torradas em óleo de coco ou gergelim ajudam na cura eficaz para acne e promovem uma pele mais clara.


A planta de mostarda tem uma natureza inspiradora do calor que pode beneficiar algumas pessoas que sofrem de danos nos nervos. Ela ajuda a estimular o processo de cicatrização e tem um efeito estimulante sobre os nervos.


As folhas verdes da mostarda podem ser valiosas para as mulheres durante a fase da menopausa. O magnésio juntamente com o cálcio presente nas folhas de mostarda estimulam a saúde dos ossos e previnem a perda óssea associada com a menopausa. Ajuda a compensar o baixo teor de magnésio no osso e pode ajudar a reduzir o risco de osteoporose em mulheres na menopausa.


Na culinária, a mostarda é sobretudo conhecida na preparação de condimentos e molhos a partir da sua semente, com sabor intenso e picante, para carnes, legumes e saladas, mas as suas folhas são também bastante utilizadas.


As folhas podem ser refogadas ou cozidas no vapor e temperadas a gosto. Consuma o equivalente a uma xícara de chá uma a duas vezes por semana. As folhas do vegetal são ricas em gorduras poli e monoinsaturadas e eficazes em reduzir os índices do colesterol ruim (LDL) e de triglicerídeos e aumentar os do colesterol bom (HDL). Assim como os demais vegetais crucíferos, a mostarda melhora a capacidade de produção da bile, que usa o colesterol circulante como matéria-prima. Isso leva a uma redução importante nos índices da gordura no sangue, prevenindo a arterosclerose e o entupimento dos vasos sanguíneos. Para melhorar o potencial preventivo da mostarda, aposte no preparo ao vapor. Esse tipo de cozimento é mais indicado para acelerar o metabolismo da bile, quando comparada à versão crua.



As sementes de mostarda podem ser consumidas cruas ou cozidas, entrar inteiras ou ser moídas e acrescentadas na hora do preparo do alimento. São bastante comuns em pratos indianos, em que a semente frita é usada para temperar peixes, arroz, iogurtes e no curry. Esse grão pode ser usado ainda para fazer chás. Uma dica de receita é fervê-lo com quantidades iguais de erva-doce e canela. A bebida tem ação anti-inflamatória e antioxidante.


Além das sementes e das folhas possuírem uso no dia a dia, o óleo essencial da mostarda também pode ser usado como antifúngico nas unhas, repelente de insetos ou como ingrediente em cremes de massagem, por exemplo.


Contra Indicações

Sementes de mostarda são consideradas seguras para consumo humano, quando usadas em pequenas quantidades, sem exageros. Uma grande quantidade de mostarda usada diariamente pode causar irritação gástrica, sangramento do estômago e da mucosa intestinal. Use até duas vezes por semana para ter uma saúde excelente. Apesar dos benefícios, o consumo do molho feito a partir das sementes de mostarda pode causar vômitos, irritação do estômago ou do intestino e dor abdominal e, por isso, deve ser evitadas por pessoas com problemas gastrointestinais.



Receitas

Omelete com mostarda

  • 1 ovo;

  • Folhas de mostarda;

  • Sal e pimenta a gosto;

  • Queijo, cebola, tomate e/ou frango opcionais.


Para fazer o omelete basta bater com um garfo o ovo juntamente com as folhas de mostarda cortadas e sal e pimenta. Em seguida, colocar em uma frigideira e deixar dourar nos dois lados. Além das folhas de mostarda, pode ser acrescentado uma fatia de queijo branco ou queijo fresco, frango desfiado, cebola e tomate, assim é possível tornar o omelete mais nutritivo.

Folha de mostarda refogada

  • 10 folhas de mostarda;

  • 1 cebola;

  • Sal e azeite a gosto.


Cortar a cebola em pequenos pedaços e colocar em uma frigideira com azeite. Quando a cebola estiver mais transparente, colocar as folhas de mostarda cortadas em tiras e um pouco de sal e misturar com a cebola e o azeite, até que esteja bem refogado. Depois é só colocar em um recipiente e servir como acompanhamento nas refeições.


Molho de Mostarda

Existem numerosas variações de receitas do molho de mostarda. Das mais simples às gourmets, com adição de ingredientes como mel, pimenta, ervas e outros temperos. Há ainda variações na base do molho: enquanto algumas levam água e vinagre, outras receitas são feitas com o uso de vinho branco ou sumo de limão.


A semente da mostarda precisa de preparação prévia para fazer o molho. Isso vale para qualquer um dos tipos, das amarelas às escuras. Dois dias antes de fazer o condimento, mergulhe-as em um pote contendo uma mistura de vinagre de cidra e água gelada. Para cada 100 gramas de sementes, coloque 150mL de vinagre e 100mL de água.


Quando o período de descanso do molho acabar, bata tudo num triturador – as sementes e a água que sobrou. Se preferir um molho mais líquido, basta passar a pasta por uma peneira e retirar o que sobrou de cascas. Tempere com sal marinho e, se preferir, com um pouco de mel. A mostarda tende a ficar mais saborosa depois de alguns dias na geladeira.


Caso queira arriscar receitas mais elaboradas, a dica é substituir o vinagre e a água por um vinho branco de qualidade, por exemplo, e variar nos tipos de mostarda. Na hora de escolher as sementes, atente-se ao sabor que mais agrada o seu paladar: as amarelas são mais suaves do que as pretas.


A variante comercialmente conhecida por Mostarda Dijon, é um tipo do condimento criado na cidade de Dijon, na França, famosa por sua produção de vinhos. Em vez de vinagre ou vinho branco, a receita tradicional é feita com um sumo de uvas não maduras. Esse líquido mais ácido dá o sabor característico desse tipo de mostarda.


Molho de mostarda para sanduíche

  • 5 colheres de sopa de sementes de mostarda;

  • 100 ml de vinho branco;

  • 1 pitada de sal;

  • Tempero a gosto com pimenta preta, estragão, páprica ou outro preferido.


Colocar as sementes de mostarda e o vinho branco no liquidificador ou mixer, e misturar até obter uma pasta lisa. Em seguida adicionar, pimenta, estragão e páprica e misturar. Depois acrescentar 1 colher de sobremesa ao pão do sanduíche e colocar o recheio.


Molho de mostarda e mel para salada 

  • 3 colheres de sopa de sementes de mostarda;

  • 50 ml de vinho branco;

  • 1 colher de sopa de mel;

  • 1 pitada de sal;

  • Tempero a gosto com pimenta preta, alho, estragão, páprica ou outro preferido.


Colocar as sementes de mostarda e o vinho branco no liquidificador ou no mixer e misturar até obter uma pasta lisa. Em seguida, temperar, adicionar o mel e voltar a misturar. Depois, acrescentar 1 colher de sopa do molho à salada.



Fontes:

https://www.tuasaude.com/mostarda/

https://revistajardins.pt/cultura-mostarda/

https://hortas.info/como-plantar-mostarda

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mostarda_(planta)

https://www.hortaemcasa.info/como-plantar-mostarda/

https://www.jasminealimentos.com/wikinatural/mostarda/

https://www.minhavida.com.br/alimentacao/materias/20115-mostarda-protege-figado-melhora-digestao-e-oferece-muitos-outros-beneficios








Saturday, 20 February 2021

Dente-de-Leão (Taraxacum officinale)

O Dente-de-leão é uma planta perene herbácea da família Asteraceae (Compositae) de nome científico Taraxacum officinale, também conhecida por coroa-de-monge, amor-dos-homens, quartilho, taráxaco ou  frango. No Brasil é apelidada por Alface-de-côco, em inglês Dandelion, em castelhano Dente de Leon e, em francês, por Pisenlit devido às suas propriedades diuréticas.


Taraxacum deriva do Árabe tarakhshagog (ou tarakhshaqūn), palavra usada para ervas amargas. O epíteto específico officinale é usado para plantas com usos na medicina e herbalismo. A planta é conhecida como dente-de-leão em referência às suas folhas dentadas.


Nativa da Europa e Ásia. Atualmente é naturalizada na América do Norte, América do Sul, África meridional, Nova Zelândia, Austrália e Índia. O dente-de-leão era já conhecido dos médicos árabes da Antiguidade (séc. XI) Rhazes e Avicena que a ela se referiam como uma das grandes plantas estimulantes do fígado. Aparecia ainda em quase todos os tratados médicos da Idade Média, devido também às suas propriedades diuréticas. Depois da Idade Média caiu um pouco no esquecimento, mas no início do séc. XX foi reabilitada, tão universal foi o reconhecimento das suas propriedades que todas as terapêuticas em que era utilizada passou a chamar-se taraxoterapia.


Considerada uma erva daninha por muitos, tamanha é a facilidade com que se dissemina, inclusive através de brincadeiras de crianças como a do pai careca, que sopram as suas sementes ao vento, espalhando-as e ajudando a planta a germinar.

Descrição

O Dente-de-leão cresce a partir de uma raiz primária não ramificada e produz um ou mais de dez caules com tipicamente 5-40 centímetros de altura, mas às vezes até 70 centímetros de altura. O caule é oco epode ter uma cor arroxeada, podem ser eretos ou frouxos e produzem capítulos mais altos à mesma altura ou mais altos que a folhagem. A folhagem pode crescer na vertical ou espalhar-se horizontalmente. As folhas são todas basais. Os caules podem ser glabros ou esparsamente cobertos com pequenos pelos.


As folhas têm 5-45 centímetros de comprimento e 1-10 centímetros de largura e têm uma forma oblanceolada, oblonga ou obovada com a base ficando gradualmente mais estreita em direção ao petíolo. As margens apresentam tipicamente lóbulos rasos a profundos e muitas vezes são laceradas ou dentadas. As brácteas que sustentam o capítulo são compostas por 12 a 18 segmentos. Têm uma forma lanceolada e os ápices têm forma acuminada. Num capítulo pode-se ter 40-100 flores e as corolas são amarelas. Os frutos, chamados cipsela, têm 2-3 milímetros de comprimento e apresentam 4-12 estrias que facilitam a sua aderência à pelagem de animais e a outras superfícies. O papus tem uma textura sedosa e cerca de 6 milímetros de largura. Tem um papel importante na dispersão dos frutos. A raiz é aprumada de cor branca ou amarelo acastanhada. Todas as partes contêm um suco leitoso que na primavera se concentra na folha e no verão mais nas raízes. As sementes são leves, esvoaçantes e coroadas de um papilho.




Cultivo

Cresce em estado selvagem em quase todo o mundo, nos prados e relvados, bermas das estradas, caminhos e cursos de água e em outras áreas com solos húmidos, terrenos incultos e até nos jardins dos centros urbanos pois é muito resistente à poluição. É considerado uma infestante dinâmica e, num relvado podem "estragar o aspecto" (dependendo dos conceitos individuais) mas na verdade não estão em competição com a relva devido às raízes profundas que possuem, trazem para a superfície os minerais existentes em profundidade, especialmente o cálcio, promovendo desta forma a restauração do solo, conseguindo penetrar mesmo nas formas mais endurecidas do solo. O solo em redor é apreciado pelas minhocas, dado que a planta é um bom produtor de húmus. Quando o dente-de-leão morre, as suas raízes servem de via para a penetração das minhocas nas camadas fundas do solo inacessíveis de outro modo a estes vermes tão úteis aos nossos jardins e hortas. Estimula ainda o crescimento de outras plantas de flor e o amadurecimento dos frutos. 


As flores são ricas em néctar e embora o seu pólen tenha baixa qualidade nutricional para as abelhas, estas consomem-no rapidamente e atrai ainda borboletas e alguns tipos de pássaros, sendo uma fonte importante de diversidade nutricional em monoculturas, bastante utilizada nos preparados de agricultura biodinâmica e frequentemente colonizadora de habitats perturbados através da dispersão pelo vento ou em sementes no solo em estado dormente.


São produzidas inúmeras variantes da forma básica do dente-de-leão dependendo do tipo de paisagem, solo, estação, clima, altitude, etc. A floração é de fevereiro a julho.



Nutrição

O dente-de-leão é uma planta muito nutritiva, sendo que seus principais componentes incluem vitaminas A, B6, C, D e minerais como cálcio, ferro, magnésio, cobre, bastante potássio e sílica. Contém ainda fibras solúveis na raiz, taraxacina, que lhe confere o sabor amargo, taninos, ácidos fenólicos, resina, inulina, pectina, tiamina, cumarinas, inositol, carotenóides, beta-caroteno, açúcar e glicócidos. Estudos comprovaram que contém mais vitamina A do que a cenoura e que uma chávena do seu chá tem a mesma quantidade de cálcio presente em meio copo de leite. Tem propriedades antioxidantes, diurécticas, depurativas, anti-inflamatórias e hepatoprotetoras.

Utilização

O Dente-de-Leão tem sido usado há muito na medicina tradicional da Europa, América do Norte e China. 

Devido às suas propriedades é usado para auxiliar no tratamento de transtornos digestivos, problemas no fígado e pâncreas, serve ainda para ajudar no tratamento de doenças hepáticas, problemas das vias biliares, hemorróidas, gota, reumatismo, problemas renais e diabetes. Parece também aumentar a produção de insulina, podendo ajudar no tratamento da diabetes, além de ter forte poder diurético, podendo, por isso, ser usado como complemento do tratamento de infecções urinárias, retenção de líquidos e pressão alta. Os diuréticos costumam provocar uma perda importante de potássio, e isso não acontece com o dente de leão, já que esta planta tem um altíssimo teor deste mineral na sua composição. A raiz da planta também tem um efeito laxante leve e é um eficaz desintoxicante do fígado e da vesícula, ajudando a eliminar resíduos e estimulando os rins da expulsão das toxinas via urina.


O seu chá é desintoxicante e considerado ótimo emagrecedor, devendo ser tomado até três vezes ao dia, já que, como diurético, não deve ter consumo exagerado. É apropriado para uma “limpeza” do organismo, especialmente após um período de exageros alimentares, onde abusamos de substâncias não muito saudáveis ao organismo, como comidas e bebidas em excesso. Estas infusões estimulam o fluxo da bílis e auxiliam a digestão, constituindo um medicamento suave contra a flatulência, digestões lentas ou mau funcionamento da vesícula biliar, evitando a formação de cálculos e ajudando a digerir gorduras.  Assim, é lícito dizer que o fígado é o órgão mais beneficiado pelo dente de leão, pois este o ajuda a eliminar as toxinas do sangue e a desobstruir os canais biliares. Esses benefícios ao fígado são um dos principais motivos para a popularidade da planta a nível mundial, onde várias pesquisas confirmaram essa propriedade. Além disso, de acordo com um estudo feito na China em 2011, o chá desta planta também parece ser capaz de eliminar mais rapidamente a infecção pelo vírus Influenza, responsável pela gripe comum e estimula a eliminação regular de toxinas causadas por infecções ou poluição.


Além destas, o dente de leão pode ainda tratar arteriosclerose, anemia, astenia, artrose, celulite, cistite, cirrose, constipações, colesterol, distúrbios menstruais, hepatite, obesidade, gastrite, prisão de ventre (laxante leve), varizes e vesícula. 


Em caso de dermatites como furunculoses, abcessos, erisipela, urticária, psoríase, eczemas crónicos, pode ser utilizada interna [tisanas] ou externamente [lavagens] purifica o sangue e os tecidos, sendo útil no tratamento de doenças de pele, erupções cutâneas e varizes. Funciona como loção de limpeza para peles com tendência a acne e a acumulação de impurezas. A sua seiva leitosa serve para tratar verrugas e calosidades. 



As folhas verdes e tenras do dente-de-leão são uma boa fonte de cálcio, ferro, vitamina C e de beta-caroteno, que é a vitamina A existente dos frutos amarelos e nos vegetais verdes. Segundo a American Cancer Society, uma dieta rica nestes vegetais poderá diminuir o risco de alguns tipos de cancro e é ainda reconhecida por proteger os olhos e reforçar o esmalte dos dentes.


Muitas pessoas desconhecem, mas o dente-de-leão também pode ser usado na sua forma natural na culinária. Todas as partes das plantas podem ser utilizadas: folhas, flores e raízes. As folhas são colhidas na Primavera até ao final de Maio; as flores podem ser consumidas quando desabrocham e as raízes podem ser retiradas do solo no Outono e secas ao sol ou no forno para guardar para o Inverno. 




Uma vez que é uma planta segura para consumo, podendo ser consumido cozido ou cru, pode ser utilizado para preparar saladas, sopas e até algumas sobremesas. Podem ser cortadas aos pedaços pequenos (o azeite usado dilui o sabor amargo das plantas mais crescidas), em sumos (comece com uma quantidade pequena) ou cozidas como se fossem espinafres. Melhor se comidas cruas, porque mantém assim todos os nutrientes intactos. 


Normalmente, as folhas mais jovens e os rebentos fechados são comidos crus em saladas, enquanto que as folhas mais velhas são cozidas. As folhas cruas têm um sabor ligeiramente amargo. Os botões por desabrochar são deliciosos quando cozidos com alhos-porros e temperados ligeiramente com manteiga/azeite, sal e pimenta. Pode também cozinhar a vapor ou confeccionar deliciosas tartes de dente-de-leão e urtigas. As flores podem também ser adicionadas em saladas depois de removidas todas as partes verdes (sépalas e caule), pode ainda fazer um pome de ovo, farinha e leite onde se mergulham as flores que depois serão fritas. Podem ainda ser usadas para fazer vinho que em Inglaterra se põe a fermentar em abril para ser consumido no Natal ou Pissenlit, um tipo de ale feito na Bélgica. As raízes jovens descascam-se e fritam-se ou cozem-se como se fossem espargos. As raízes de dente-de-leão, depois de lavadas, torradas no forno e moídas, podem utilizar-se como um bom substituto do café. 


Pode ser ainda utilizado para tinturaria, pois dos seus botões pode obter-se uma tinta amarela clara; das raízes outro amarelo acastanhado utilizado para tingir lã e algodão. Para confeccionar estas tintas, esmagar meio alguidar de flores ou raízes, cobrir com água e deixar de molho durante 12 horas. No dia seguinte, ferver entre 15 minutos a 2 horas, dependendo da intensidade da cor desejada, ir juntando mais água se necessário, deixar arrefecer e coar. Inserir a peça de roupa a tingir e voltar a ferver em lume brando durante meia hora, mexendo sempre. Remover a roupa e enxaguar com água fria até esta não apresentar vestígios de tinta. 



Contra indicações

Embora seja raro, a utilização de dente-de-leão pode provocar transtornos gastrointestinais ou reações alérgicas. O Dente de leão está contraindicado para pacientes que sofram de obstrução dos ductos biliares ou de oclusão intestinal, com hipertensão descontrolada, esofagite ou hérnia de hiato. Grávidas também devem evitar o seu consumo.

Receitas

Chá de raiz de dente de leão

  • 1 colher (de sopa) de raiz de dente-de-leão;

  • 200 ml de água fervente.


Para preparar o chá, basta juntar a água fervente com a colher de raiz e deixar repousar durante 10 minutos. Depois, coar, deixar amornar e beber até 3 vezes ao dia. No caso de problemas gastrointestinais, deve-se beber o chá antes das refeições.


Chá de folhas de dente de leão

  • 2 c. (sopa) da erva

  • 1 l de água


Coloque a erva e o litro de água a ferver, quando a água alcançar a fervura, tape a panela e abafe por cerca de 10 minutos. Depois disso, lembre-se de coar e o seu chá estará pronto para ser bebido. Este chá possui um gosto amargo leve, oferece todos os benefícios e tem apenas 25 calorias por chávena! Se tomado três vezes ao dia, o efeito emagrecedor é mais eficaz.


Infusão contra Gota

  • 15 g de folhas e raízes de dente de leão

  • 250 ml de água


Coloque as folhas e raízes na água e deixe levantar fervura. Deve repousar 10 minutos e ser consumida duas a três vezes ao dia.


Cataplasma para reumatismo

  • 3 c. (sopa) de folhas de dente de leão

  • 50 ml de água


Coloque as folhas de Dente de leão na água e deixe ferver durante 5 minutos. Depois esmague a mistura, espalhe-a sobre um pano de linho limpo e aplique sobre a articulação dolorida.


Sumo contra cálculos renais

  • 4 folhas de dente de leão

  • 1 copo de água

  • Sumo de limão q.b.


Bata as folhas com a água na liquidificadora. Acrescente gotas de sumo de limão e tome duas a três colheres de sopa por dia.


Baixar o Colesterol

  • 15 g de dente de leão

  • 15 g de tília

  • 1 l de água


Coloque as plantas na água e deixe levantar fervura. Repousa cinco minutos, coe e deixe arrefecer. Deve ser bebida até três vezes ao dia. A planta de dente de leão possui propriedades para baixar o colesterol, que se complementam com as propriedades da tília. Desta forma, as propriedades potenciam-se ajudando no tratamento contra o colesterol alto.


Sopa de Dente de Leão

  • 2 tomates inteiros e maduros

  • 3 dentes de alho

  • ¼ de chávena de manjericão

  • 2 pedaços de gengibre

  • 3 inhames

  • ½ cebola grande

  • ½ chávena de salsa picada

  • 1,5 dl de azeite

  • 5 chávenas (chá) de água

  • 2 a 3 pés de dente de leão


Depois de lavada, raspe a raiz do dente de leão para que fique impecavelmente limpa. Pique aos pedacinhos bem pequenos o dente de leão, o inhame, o tomate, o alho e a cebola e coloque numa panela. Adicione a salsa, o manjericão, o gengibre (inteiro para depois de pronta a sopa, poder retirá-lo), azeite e a água. Deixe cozinhar por 40 minutos, ou até o inhame se apresentar macio.


Penne com dente-de-leão e bacon

  • 2 litros de água com meia colher (sopa) de sal

  • 150g de macarrão de massa curta, de preferência penne ou um tubo

  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva extravirgem

  • 40g de bacon picado em cubinhos

  • Meia pimenta dedo-de-moça fresca, bem madura e sem sementes, picada fina

  • 100g de folhas de dente-de-leão

  • 4 dentes de alho negro (se não tiver alho negro, junte ao bacon fatias de alho fresco. Vai ficar bom do mesmo jeito)


Ponha numa panela a água salgada e leve ao fogo. Quando ferver, junte o macarrão e cozinhe pelo tempo indicado na embalagem (cerca de 8 minutos ou até ficar al dente, ou seja, macio porém firme). Numa frigideira, ponha o azeite e o bacon e frite até o bacon dourar, sem deixar torrar. Adicione a pimenta picada, refogue e junte o dente-de-leão picado. Refogue até começar a murchar. Tempere com sal a gosto (cuidado porque o bacon já tem sal) e junte o alho negro fatiado no final do preparo. Escorra o macarrão, ponha na frigideira e incorpore à verdura, chacoalhando várias vezes a frigideira. Sirva bem quente com lascas de queijo da canastra curado, se quiser. Dica: uma salada com folhas jovens regadas com vinagre e a gordura quente em que se fritou bacon também pode seduzir.


Dente de leão refogado

  • 1 maço de folhas de dente de leão

  • 1 cebola cortada em tiras (usei cebola roxa)

  • 1-2 dentes de alho picados

  • 1/4 xícara de tomate seco

  • 1 colher (sopa) de azeite de oliva

  • Sal


Lave bem as folhas de dente de leão. Pique  grosseiramente. Aqueça uma frigideira e refogue as tiras de cebola com o azeite  de oliva. Junte o alho e refogue por mais um minutos. Coloque as folhas de dente de leão e misture bem. Por fim coloque o tomate seco. Refogue até as folhas murcharem. Sirva quente.


Molho de Pesto de Dente de leão

1/4 chávena azeite

1 chávena de folhas 

1/4 chávena de nozes

3 c. sopa queijo parmesão ralado [opcional]

1 dente de alho

Sal q.b.


Pique e misture todos os ingredientes.




Fontes:

https://www.tuasaude.com/dente-de-leao/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Taraxacum_officinale

https://revistajardins.pt/dente-de-leao-planta-saude/

https://www.santolegume.com.br/dente-de-leao-refogado/

https://www.centrovegetariano.org/Article-513-Dente-de-le-o.html

https://parquebiologico.pt/animais-plantas/flora/item/dente-de-leao

https://lifestyle.sapo.pt/astral/terapias/artigos/plantas-que-curam-dente-de-leao

https://www.cozinhandopara2ou1.com.br/2019/09/13/molho-pesto-de-dente-de-leao-panc/

https://paladar.estadao.com.br/noticias/receita,penne-com-dente-de-leao-e-bacon,10000012455